sábado, 4 de novembro de 2017
in sônia pectoris
Ainda no tempo em que a calçada convidava a cadeira para se sentar diante da lua e conversas, a mãe preferia o oratório para, em pé, atravessar as demoras dos filhos. Olhava a lua e, sem um fio de cabelo, a considerava bonita como ninguém. Olhava os dois castiçais em forma de torre entre a rainha do espelho. O pigmento da íris guardava um canto de céu noturno. Nele, algumas estrelas desenhadas por lágrimas e um estreito batizado de Érico e Benjamin. Olhava a cruz de Damião e apertava o terço. E antes de ter com Maria na mesma estrada em direção ao templo, olhou para um outro santo em seu aparador: Então, João. Se no amor não há medo, isso que a gente chama de amor é o quê?
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